Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

Ano Novo na Santa Alegria

Seja bem-vindo 2009!

Que bom, início de um novo ano, tempo propício para começarmos a por em prática todos os nossos projetos que devem ser fruto de uma reflexão de nossas experiências vividas dos anos que passaram. Tempo de rever nossos conceitos, realinharmos novas metas, termos a coragem de mudarmos e fazer os cortes necessários. Fortalecer os pontos que julgarmos fracos, enfim, Ano Novo! Vida Nova! Que as experiências vividas sirvam simplesmente como referência para um novo ponto de partida para podermos vencer os desafios futuros.Junto com toda essa esperança, que sempre um ano novo nos traz, não deve nos faltar um componente de fundamental importância que é a Paz, palavra tão proclamada e desejada e que a cada ano que passa, nos dá a sensação de Utopia, porque a imaginamos como ausência de Guerra, de dificuldades, enfim, o que nos almejamos de fato é uma realidade perfeita, onde tudo deve estar em harmonia, o que buscamos na verdade é o Céu.A Paz proposta por Deus aqui nesse mundo, quando do anúncio do anjo: "Paz na terra aos homens por ele amado", não é uma doação e muito menos uma oferta de graça, não, temos que conquistá-la dia-a-dia. Fazendo referências ao evangelho de Mt. 10,34 "Não julgueis que vim trazer a paz a terra, vim trazer não a Paz mas a espada", que essa espada seja sinal de nossa luta contra a desigualdade social, falta de justiça e de compromisso com a pessoa do outro, quero lembrar que o nosso grande inimigo a ser vencido todos os dias, somos nós mesmos.Queridos Líderes da Pastoral da Criança, todas as vezes que realizamos com muito amor a nossa missão de levar vida em abundância para as nossas famílias e crianças acompanhadas, estamos sim construindo uma grande rede de solidariedade e através dessa Rede iremos transformando nossas comunidades numa sociedade de Paz, onde a vida e a pessoa humana tenha seus direitos garantidos e a dignidade de filhos e filhas de Deus,resgatados.Nesse ano de 2009, a Pastoral da Criança, após comemorar o seu Jubileu de Prata, nós Líderes devemos sentir-nos impulsionados e também felizez por poder fazer parte desse grande Projeto da Igreja do Brasil, que é a Pastoral da Criança.A Pastoral da Criança do estado de São Paulo, nesse ano, estará meditando sobre esse lema: "Quem não arde, não incendeia", Santa Madalena Gabriela de Canossa. Que esse fogo de Amor possa incendiar nossas comunidades,transformando-as em um lugar, onde a Paz possa ser verdadeiramente Respeitada, Sentida e Vivida.

Colaboração: José de Anchieta R. dos SantosCoordenador da Pastoral da Criança do Estado de São PauloJornal da Pastoral da Criança Dezembro/2008

Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

O nó do afeto



Em uma reunião de Pais, numa Escola da Periferia, a Diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos. Pedia-Ihes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível.Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhasse fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar a entender as crianças.
Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou a explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana.
Quando ele saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo. Quando ele voltava do serviço era muito tarde e o garoto não estava mais acordado.
Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família. Mas ele contou, também, que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho a que tentava se redimir indo beijá?lo todas as noites quando chegava em casa.
E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria.
Isso acontecia, religiosamente, todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.
A diretora ficou emocionada com aquela história singela e emocionante.
E ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.
O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de um pai ou uma mãe se fazerem presentes, de se comunicarem com o filho.
Aquele pai encontrou a sua, simples, mas eficiente. E o mais Importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.
Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento. Simples gestos como um beijo a um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais que presentes ou desculpas vazias.
É válido que nos preocupemos com nossos filhos, mas é importante que eles saibam, que eles sintam isso. Para que haja a comunicação, é preciso que os filhos "ouçam" a linguagem do nosso coração, pois em matéria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras.
É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o ciúme do bebê que roubou o colo, o medo do escuro. A criança pode não entender o significado de muitas palavras, mas sabe registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó. Um nó cheio de afeto e carinho.
E você... já deu algum nó no lençol de seu filho, hoje?

(Fonte Portal da Família)